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Ficha Criminal Nome:Tommy Molto 30, carioca, agora paulista, scrummaster, gerente de projetos, analista de sistemas e engenheiro de telecomunicações e tradutor e músico e... Email:tommymolto@gmail.com
Frase do Dia:
Nelson Rodrigues
Blogs Filmes... Cashern Um filme de ação oriental interessantíssimo, parece que foi baseado em um anime. Visual muito bom! Tentação (we dont live here anymore) Bem interessante a visão de traição abordada no filme Sin City Para mim, impossível algum filme roubar o lugar desse como melhor do ano. Parecia um sonho, quadrinhos na telona! Seriados... Taken Ok, foi uma minissérie, mas foi muito foda, e vi numa maratona, o que me fez sentir como um filme. Acho que depois disso o Spielberg não tem mais o que falar sobre alienígenas, finalmente!:P Lost Depois de uma primeira temporada perfeita, começou meio mal mas já se recuperou brilhantemente. E só de saber q o Jeff Loeb vai escrever e o Daren "PI" vai dirigir um capítulo, só deixa mais com sede desse seriado. Nip Tuck Achei que nunca iria gostar de um seriado com um tema banal, a vida de cirurgiões plásticos. O maior vício que tive este ano! Histórias e crítica a sociedade das aparências muiito fodas. Músicas da Semana... Revistas .:Fábulas (Fables) .:Sin City .:Estranhos no Paraíso .:Crise infinita .:V de Vingança .:Monstro do Pantano (fase Alan Moore) .:Preacher .:Demolidor (fase Bendis-Maleev) .:Os Sete Soldados da Vitória .:We3 .:SJA .:Alias .:Y- the last man Links ChiNEWSki NoMinimo Charges Folha Pensata Scream and Yell Omelete SobreCarga deviantART Velvet Cds Desenhado por Amy
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quarta-feira, dezembro 04, 2002
O Diário de Brasília (23/02/2001), capa, canto inferior direito Homem mata família e se suicida Mais um caso de violência doméstica levando a mortes no Planalto Central. Diador, aposentado de 56 anos, alcoólatra, (...) chegando em casa após perder dinheiro em uma partida de pôquer em um bar (...) mata a mulher, Edineide, e seus dois filhos, Aderval (19) e Cleidilene (16).(...) Os detetives acreditam que o filho tentou evitar o crime e teve uma grande briga com o pai, dado os ferimentos encontrados na família (...). Os vizinhos não quiseram comentar sobre o caso, mas a polícia disse que interrogou alguns e foi confirmada a constante violência de Diador com sua família (...) O Limpador i. -O retardado fez merda de novo, vamos precisar de você. -Você está ciente que este é um caso complicado. -Sim, eu quero agora. AGORA. -Tudo bem, mas terá o seu preço. Não quero saber, preciso disso feito AGORA! ii. Finalmente o verão acabava. O calor árido de Brasília estava a deixando maluca. Sentia saudades de as casa em Pernambuco. Lá, ao menos, podia ir nos feriados para a praia e curtir mais a sua família. Maldito dia que resolveu se casar com aquele vagabundo. Pelo menos, parou de beber, mas ainda se arrependia de ter saído de Pernambuco. Sua casa, seu lar. Onde todos os amigos moravam. Fora limpar os banheiros. Não, pensou bem. Não estavam todos seus amigos lá. A maior parte saíra para o Rio e São Paulo, tentar encontrar trabalho lá. É, disso ela não podia reclamar do marido, se não fosse ele, não ia ter o trabalho que tinha. Mas, pensando melhor, ele prometeu dar-lhe tudo. TUDO! Ele não tinha nada. Era um merda de um ascensorista, o que podia esperar? Pelo menos aquele derrame deixou-o se aposentar mais cedo. Como político cagava, ela pensava e ria sozinha. O cheiro daqueles banheiros era assustador. Sempre fora uma brincadeira de todas as faxineiras. Se eles já fazem merda pra gente lá fora, pra que tem que fazer aqui dentro? Haja merda! Adoravam ficar de piadas sobre eles. Lembrava de uma vez que a Clotilde, revoltada com um senador que a empurrou para passar e ainda reclamando dela estar no caminho, não colocou papel higiênico por alguns dias em seu banheiro privativo. Quando escutava a descarga, via-se correndo ela, fingindo que ia verificar algo, mas queria ver mesmo era a cara e a reação dele (além de matar a curiosidade de o que ele usara para se limpar, aquele banheiro não tina bidê). Sentia falta daquela maluca. Ela ensinara muita coisa pra ela. Muito que fazia a vida dela ser melhor. Mesmo. Saíra para limpar a sala de reuniões. Sempre deixava por último. Era ali onde sempre encontrava as melhores coisas. Como é que nunca tinha pensado nisso antes de Clotilde falar? O negócio era o seguinte: estes políticos ricaços sempre tinham que estar na crista da onda, andando como reis da cocada preta. Tinham alguns, bem legais, que davam certos ternos, relógios, etc, para elas e outros funcionários. Outros, preferiam jogar no lixo do que dar pra plebe (um deles falou isso na cara de um amigo dela). O que o coitado não sabia que isso não adiantava, até o contrário, dava um gostinho diferente. De achado, não de roubado. Tinha trauma de roubo. Tanta coisa já houve por rou.... -Você já está limpando a sala, hein? Muito bem, isso que gosto. - disse um dos senadores, entrando correndo na sala. Ela sorriu cinicamente e continuou a limpeza. -Você tem certeza que não ficou com o Zé Roberto? - falou outro da porta. -Pode ser, mas só queria verificar pra garantir. Não se pode confiar em pobre, é pior que político. - os dois riram e o senador se aproximou dela - Você não viu, por acaso, nada em cima da mesa ou caído no chão, né? -Não senhor. Ele ficou olhando apenas uns cinco segundos para ela, como se estivesse tentando escanear seus sentimentos para ter certeza do que ela dizia. Confiou em seu instinto e foi embora, avisando que se ela encontrasse algo, deveria entrega-lo ou seria demitida. Adorava estas ameaças. Eles nunca sabiam se elas achavam algo ou não, mas sempre ameaçavam. Por que rico é sempre tão burro? Será que não vêem que fazendo isso só nos incentivam a não devolver? O dia indo embora. O verão indo embora. Hoje ela queria era descansar plenamente. Mandar as crianças pro cinema, deixar o marido já jantado e vendo tevê e ir dormir. Aquele calor a enlouquecia, e ultimamente seu marido estava muito chato, mesmo sem beber. É, talvez fosse por isso. Levou o lixo e o balde para a sala das faxineiras. Josicley estava lá, se trocando para sair. Conversaram um pouco. Sua amiga estava ansiosa por sair com um dos seguranças do José Serra. Falando que era lindo, gostoso, bom partido, ainda mais se ele fosse eleito. Um dos ascensoristas bateu a porta e entrou. Pegou um café e bateu um papo com elas também. Ele ainda estava saindo com Clotilde, ela sempre fora boa com os homens. Ele a ajudava também a separar uma parte do lixo para levar pra casa, para o seu filho. Já o tinha feito, entregou para ela. -Você está com uma cara exausta, mulher, vai pra casa! -disse ele, ajudando Josicley a fechar um zíper nas costas, com um olhar de rabo de olho vendo a bunda dela no vestido e sorrindo emcabuladamente. -Mas você já separou tudo? - perguntou ela, sentindo que este estresse que sempre sentia que estava a deixando com esta cara. -Já, só não separei ainda deste saco que você trouxe agora. - disse Magno, e pegou o saco e foi separando sem olhar direito. Josicley realmente tinha um corpo muito bonito e o vestido ressaltava muito bem isso. - Hoje encontrei um caso que seu filho vai gostar. Passaram um projeto de lei que...(suspiro)... que parece que vai tirar o direito de fumantes poderem dirigir fumando. -Ih, mas esta história é velha! -respondeu ela, colocando o que ele já havia separado numa sacola de lixo para levar. -Mas agora eu acho que é sério. O garoto vai adorar. Como é que ele está, em falar nisso? -Está bem, tirando as brigas com o pai... -Ele não melhora, né? -É...- ela, sentindo que o assunto caía onde ela não queria nem lembrar, foi saindo. -Manda um abraço para ele por mim, está bom? -Tá. Boa sorte, Cleyde. -Valeu, vou precisar. iii. -Você pode me confirmar o local? -Sim. QNL 19 Bloco F. Tente ser discreto. -Você sabe que eu sou. -Sei. Tente ser discreto. E rápido. -Ok. -Já está no caminho? -Já estou no meio do caminho -Ok. -Ok. Ligo ao acabar. iv. Ele chega em casa caindo. Não devia ter bebido, não devia ter bebido tanto, não devia ter bebido pra caralho. Ela vai me matar. Ela vai me deixar. Ela vai me mandar embora. O que ele podia falar? Eu fui jogar pôquer. Eu perdi dinheiro no pôquer. Eu perdi todo o meu salário no pôquer. Ela ia falar: Você não tem não sabe que não pode beber? Você perdeu nosso dinheiro? Você encheu a cara e perdeu todo o seu dinheiro?? A vadia só tinha emprego por culpa dele. Ele que a colocou lá. Ele que a trouxe pra cá. Antes ela ficava naquele fim do mundo, naquela merda que é o Nordeste. Tudo bem, Brasília também não era a melhor, nenhuma São Paulo ou Rio de janeiro, mas era melhor que...De onde ela tinha vindo mesmo? Puta que o pariu, se ela sabe que eu não lembro, ela me mata. Aquela vadia filha duma puta, ela ria dele agora. Ela que sustentava a casa agora, e adorava isso. Adorava vê-lo mal, sem ter o que fazer, um inútil. Chegou em casa, a mãe no quarto do filho entregando os papéis que ela sempre lhe dava. Sempre protegendo o merdinha. Ele vai ser advogado. Advogado, ha! Só por isso está achando que vai ser alguém na vida. Já que não teve um marido de verdade, ela agora resolveu ter um filho que seja algo. Ha. Filha da puta. Foi pra cozinha. Pegou um vinho que ela normalmente guardava para preparar comidas. Ela sempre fazia comidas especiais quando ele ficava um bom tempo sem beber. E fazia uma noite toda especial, só dos dois... mas ela queria humilha-lo. Só podia ser isso. Filha da puta, filha da mãe, escrota de merda. Que tonteira. Pegou o copo e encheu-o até a borda. Melhor assim. Um puta copo e pronto, ao invés de vários copinhos. Assim eu sei me controlar. Virou quase meio copo em um gole. Foi bater o copo na pia e errou o alvo. O copo estatelou-se no chão, ele somente bateu a cabeça. Merda, agora vou ter que encher outro copo. Agora vou pegar de plástico. Culpa desta vaca que sempre deixa os copos de vidro por pertou preu me... - Diador, que porra é essa? - perguntou ela, entrando na cozinha e vendo o copo no chão- Logo um dos melhores copos... -Eu estou bem, obrigado por se importar. - disse ele cinicamente. -Não está bem nada, você está caindo de cachaça. - respondeu, enquanto limpava os cacos de vidro, abaixada. -Deixa de ser maluuuuca. Maluuuuca. E eu perdi meu salário todo sim, não me vem com essa, porra. -Que? Você perdeu dinheiro? Seu desgraçado! - disse, preparando-se para se levantar e bater em seu marido. -Não enche o saco, sua vaca!-berrou, chutando o seu estomago meio sem querer, meio sem forca, meio sem equilíbrio. Acabou caindo também. O susto fez boa parte do efeito do álcool sumir. Ficou ele, ali de bunda e mãos no chão, olhando pra cima, ignorando o olhar de ódio da mulher. Olhando para a janela acima da pia, olhando a rua, a Lua. Olhou de rabo de olho para sua mulher e pensou quando foi que tudo começou a ficar assim. Foi quando se cansou daquelas pessoas, daquele ambiente nojento. Começou a beber por aquilo, e foi por beber que perdeu aquilo, e por perder aquilo não parou de beber, e beber o fez nunca chegar perto de nada como aquilo. Só isso. Um sofá, umas cervas, amigos que vem e vão, mais vão do que vem, e uma televisão. Nada. -Desculpe, minha querida...desculpa por tudo. - ele falou, contemplativo. -Que milagre é esse? Que que tu bebeu pra pedir desculpas, nunca foi a sua... -Queria só falar isso antes que fosse... v. O Limpador colocou cones de obras nas ruas. Ninguém duvidaria de alguém com um carro daqueles (apesar do vidro fume) e de alguém com um terno tão bonito. O perfeito político. Carros já não iam passar. Agora era cuidar de evitar com que alguém visse algo. Colocou o silenciador em sua arma ,colocou uma pasta no rosto e seu óculos e boné. O pior era que apesar de tudo ainda parecia perfeitamente alinhado. A casa era aquela mesmo. Casa até boa, para o que pensava. A aposentadoria dele devia ser muito boa. Ou ela estava roubando algo mesmo. Foi para perto da entrada da cozinha, normalmente deveria ser onde ela estava. Só ela e ninguém mais. Só el.... Um olhar. Sentia um olhar. Virou-se para a parede. Uma janela. Um sujeito o olhava. Com um rosto tão perdido. Percebeu que ele falava e ao encontrar o olha de seus oculos escuros parara. E ficara ali, olhando com uma cara inexpressiva, para um cara de óculos escuro, luvas, boné e arma em punho. -Que foi, Diador? -perguntou a mulher, sem entender o que ele tanto fitava e se levantando para olhar. Ela não vira, mas um ponto vermelho aparecera no meio da testa dele. Um sorriso e o vidro se estilhaçou com um único tiro. Era ela. Localizara. Edineide soltara um berro gutural. Talvez por saber que seu marido morrera sem olhar. Talvez por saber que tinha morrido daqui a uns minutos. Talvez por saber que sua filha devia estar chegando em casa, e que seu filho deveria estar se levantando para ver o que foi o barulho. O Limpador entrou, enquanto ela se perdia na previsão que tinha tido dos fatos. Alguém la em cima não gosta de mim, pensou. Foi seu último pensamento claro. Comera a pensar simultaneamente no que aconteceria com seus filhos, o que acontecera quando ela era uma filha, que chegara a hora, que não queria, que não podia, que não ia, que não nada, não ia comer legumes, a mãe forçou, não ia pro colégio, mama, papa, buá. -Merda! - berrou o Limpador ao sentir o sangue quente tocando o espaço entre seu terno e sua luva. Pegou um lenço, calmamente e foi limpando, enquanto pensava a melhor maneira de se livrar dos corpos. Tempo o suficiente para o filho correr de seu quarto e chocado, pular em cima dele , enfiando uma caneta em seu ombro. Uma caneta. Lutaram bastante, uns dois minutos, mas não fora nada que uma boa coronhada não resolvesse. Uma caneta1 Tirou a caneta de seu ombro. Sangrava bastante. Foi ao banheiro limpar quando percebeu que alguém entrava intempestivamente. Merda, merda, merda. Estava muito barulhento. Nem saiu do banheiro. Virou-se e viu a garota. -Reze. Você tem tempo. - disse para ela. Ela largou a mochila e ficou tremendo, chorando silenciosa, com as mãos a meia altura. -Perdeu sua vaga no céu, sua histérica. - e atirou. O corpo da menina ainda se contorcia no chão. Mulheres, sempre nervosas. Começou então a procurar o que tinha que procurar, e bolar como preparar os corpos, os motivos da matança (puta merda, não era pra ser tudo isso) e preparar a vizinhança. vi. Magno chegou em casa. Vazia. Ele sempre tinha a esperança de chegar e haver a mulher que sempre imaginou com o cachorro e os filhos que sonhara. Só conheceu o cachorro, mas infelizmente ele morrera. Sentou no sofá, ligou a televisão e começou a jogar tudo que tinha dentro da sacola na mesinha. Quepe, ticket refeição, carteira, camisinha (tinha que usa-la logo antes que acabasse a validade) e um saco. Ah, o saco da Edineide. Ele não falou, mas tinha visto um agenda eletronica ali dentro. Pegou e ficou olhando. Um daqueles negócios cheio de botões. Foi apertando sem saber direito o que estava fazendo. Não é que era uma agenda porreta? Numero de telefone e uma mini agenda de compromissos. Foi tentando ler os nomes. Hahaha, só dos figurões. Do Zé Serra, do Zé Roberto (tinham tantos do Zé Roberto que estranho), do Toninho, dentre outros. A agenda também estava falando algo sobre reunião de uma lista. Quando passou por este item, tocou até uma musiquinha. Olhou no resto do saco de lixo e foi procurando algo que se assemelhasse com isso. Encontrou um envelope pardo, cheio de etiquetas rasgadas que deviam estar fechando-o a pouco tempo, com uma daquelas folhas de computador antigo. Lá tinha, aparentemente o nome de vários deputados ou coisa parecida e umas colunas com uns xiszinhos. Vou levar pra alguém amanhã me dizer o que é isso, pensou. Jogou na mesa, acendeu um cigarro e foi ver a reprise de um jogo do campeonato espanhol. vii. -Como assim, não encontrou? - perguntou o senador -Não estava com ela. Nem com o filho. -Mas é impossível. As câmeras pegaram ela pegando o lixo. Estava lá. Nós vimos! -Não estava com ela. -Você está pondo sua vida em jogo. -Não estava com ela. -Então trate de começar a investigar quem foi. Você é pago pra isso. -Eu vou, pode deixar. -Você sabe o que pode acontecer se encontrarem isto, não? -Sim, sei. -Você está metido nesta também. Melhor achar logo. -Pode deixar, Toninho. -Toninho é o car..... O Limpador desligou e se direcionou a Alvorada. Queria dar uma olhada nas fitas de segurança. Ela devia ter falado com alguém...quem sabe, de repente ela mesmo não colocou a lista no compactador de lixo? Só não poderia ter ido para a reciclagem. viii. O Diário de Brasília (23/02/2001), pág 13, nota pequena Incêndio na Asa Norte provoca duas mortes : um incêndio em um apartamento destrói com três apartamentos da periferia de Brasília. (...) A causa do incêndio foi dada por um cigarro deixado aceso por um morador, que dormira e deixara o fumo perto de material inflamável. ix. -Tudo limpo. -Ótimo |
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